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O que é verdade sobre a presidente croata e por que a imprensa a ataca de forma vergonhosa

Além dos jogadores em campo, do VAR e das surpresas e zebras, nesta Copa do Mundo houve alguém que roubou a cena, e certamente foi Kolinda Grabar Kitarović, a presidente croata que esteve presente em todos os jogos da equipe que quase levou a taça pela primeira vez em sua história.

O que é verdade sobre Kolinda?

Nascida em 1968 naquilo que ainda era uma ditadura socialista chamada Iugoslávia, ela viveu o terror da guerra contra a tirania assim como muitos dos próprios jogadores croatas. Em 2015, após ter sido embaixadora da Croácia nos EUA, ela foi a primeira mulher eleita presidente em seu país, e sua candidatura se deu pelo partido conservador, a União Democrática Croata. Ainda em abril deste ano, Kolinda foi agraciada com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique, de Portugal.

A presidente croata, que já governa o país desde então, nunca esteve envolvida em nenhum caso de corrupção. Para ir aos jogos da Copa, ela tirou dinheiro próprio, não usou verbas públicas. Além disso ela descontou os dias em que esteve na Rússia de seu salário, como deve ser feito. A economia da Croácia é sólida e em seu mandato não foi diferente.

Por que, então, parte da imprensa tem lançado ataques caluniosos e absurdos contra ela? Vamos primeiramente para o óbvio:

  • Ela é conservadora.

Sim. O fato de ser conservadora já é justificativa ideológica válida para que os esquerdistas infiltrados na mídia pratiquem o assassinato de reputações. Mas quem acompanhou o noticiário certamente notou que o ódio da imprensa não foi só contra a presidente ele foi direcionado a toda a Croácia e aos seus jogadores em campo.

O zagueiro Vida, por exemplo, foi acusado de “fascista” por ter declarado apoio aos ucranianos na disputa contra a Rússia pela Crimeia. Vida jogou no Dínamo de Kiev, time ucraniano, e a Ucrânia, assim como a Croácia, foram igualmente vitimas da tortura e dos massacres históricos promovidos pela URSS.

Há, ainda, um rancor histórico contra os croatas por eles terem lutado bravamente contra o domínio socialista no país. O avô e alguns primos do craque Modric, por exemplo, foram assassinados por tropas sérvias quando ele ainda era criança. As tropas sérvias eram fiéis ao regime soviético.

Os ataques que acusam os croatas de serem “nacionalistas” ou “neonazistas” são rasos e ignoram a história de um país que lutou por sua independência, desesperado para escapar da miséria promovida pelo socialismo. Kolinda, que é conservadora, fez parte disso. Os jogadores croatas têm em sua história as marcas deixadas pelos crimes socialistas. Tudo isso é justificativa ideológica para os ataques caluniosos que este povo sofreu durante a Copa.

As tais acusações de “neonazismo” não estão embasadas em nada. Simplesmente não há fundamento para elas. Mesmo assim, a imprensa que finge combater as fake news espalhou a mentira como uma epidemia, e movimentos esquerdistas imundos, dispostos a tudo pela ideologia, fizeram parte do processo.

Fora isso ainda existe a questão religiosa. Cerca de 87% dos croatas são católicos romanos batizados. Como em qualquer lugar tomado por comunistas, a fé cristã foi alvo de perseguições e restrições estatais durante quase meio século. A verdade é que não têm nada contra Kolinda, nem contra qualquer um dos jogadores croatas e menos ainda contra o povo daquele pequeno país. O que imperou nesta Copa foi a covardia imunda de parte da imprensa.

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Um comentário

  1. Esses comuna não tem o que fazer, só faz o papel do diabo mesmo nesse mundo, a troco de que? Ideologia, guerras, sangue, poder e morte!!!
    Muito boa matéria, parabéns!

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