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Serra trai seus eleitores e se alia a Lindbergh para proteger "bolsa-empresário" no BNDES

Nascido como político no berço da UNE, o senador José Serra (PSDB) demonstrou ter mais coisas em comum com Lindbergh Farias (PT) do que a presidência da agremiação estudantil, que ambos ocuparam. Ontem, durante votação que criaria a nova taxa de juros do BNDES e inibiria a “bolsa-empresário” — farra com o dinheiro público que enriqueceu empresários alinhados com o petismo, como Joesley Batista — o senador tucano manobrou para barrar a proposta.

Serra pediu e o petista, presidente da comissão mista que analisa a MP 777, que acaba com a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e cria a Taxa de Longo Prazo (TLP), encerrou a reunião que votaria o parecer, para o tucano a proposta seria “inconstitucional” por não prever impacto orçamentário. Se aprovada, a TLP passará a corrigir os empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dará fim à sombra com que o financiamento pública a grandes empresas é feito.

Tucano e petista confluíram junto ao pensamento do empresariado corporativista, que teme o encarecimento dos empréstimos do BNDES e do crédito rural, já que a TLP seguirá a variação das Notas do Tesouro Nacional série (NTN-B), muito suscetíveis aos humores do mercado. O governo, porém, rebate. E alega que, com a TLP, todos os financiamentos concedidos pelos bancos públicos ganharão mais transparência e será possível medir o real custo dos subsídios dados pelo Tesouro.

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