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Blogueira petista faz ameaça à sociedade e diz que ataque a prédio de Cármen Lúcia é “só a ponta do iceberg”

A blogueira petista Nathalí Macedo, do Diário do Centro do Mundo (blog também petista), escreveu um texto no qual afirma que o ataque de vandalismo ao prédio de Cármen Lúcia foi “só a ponta do iceberg”.

Em seu texto, muito mal escrito por sinal, Nathalí diz o seguinte:

O Jornal Nacional chamou de vândalos – cadê a novidade? – o grupo de manifestantes que protestou em frente ao prédio em que ela tem um apartamento (que, é bom dizer, estava vazio) com balões e tinta vermelha. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Uma demão de tinta branca resolve. Cármen nem precisou chamar o pintor: Membros do MBL enrolaram-se em bandeiras do Brasil, amenizaram o estrago pagaram de heróis [sic].

A princípio só notei o grave problema de sintaxe e a negação de que jogar balões de tinta nas paredes de um prédio configurem um ato de vandalismo. Depois veio essa besteira:

O povo do MST que pintou o edifício representa uma parcela da população – talvez a parte mais corajosa dela – que já não suporta a tensão política dos últimos anos. Que assistiu ao patético espetáculo do voto do golpe na Câmara dos Deputados, perplexo e de mãos atadas. Que viu ministérios sem mulheres, sem negros, sem jovens. Que ouviu, em rede nacional, o lamentável áudio de Jucá. “Com o Supremo, com tudo.”

Em verdade o áudio da conversa entre Romero Jucá e Sérgio Machado é bem grave, mas o que convenientemente tem sido esquecido é que na mesma conversa falava-se abertamente em derrubar a Dilma para também salvar o Lula. “Com o Supremo, com tudo”. Leia um dos trechos da conversa:

“Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito.  (Sérgio Machado)

Aparentemente os esquerdistas não gostam de admitir que Lula fazia parte do esquema.

No meio do texto a blogueira escreve algo que me chama atenção, é quando começam a sair as faíscas do fascismo comum a todo petista.

A simbologia que o ato carrega vai além disso: é a resposta pacífica – que não se compara aos tiros à caravana do ex-presidente Lula – e tímida, em certo ponto, de uma esquerda que há muito não reage incisivamente, muito menos violentamente.

Aparentemente ela sugere aí que a esquerda deveria voltar a agir com violência. Talvez venha em bom momento, já que na última quinta-feira militantes petistas colocaram um homem de 56 anos no hospital após agredi-lo em frente ao Instituto Lula, jogando contra um caminhão em movimento. Ele sofreu traumatismo craniano e ainda está internado.

Depois, a tal Nathalí diz:

Esse ato – tantos outros, como vidraças de bancos quebradas (quanto pesar!) – são muito pouco perto do sentimento de impotência que a crise política, jurídica e institucional que vivemos nos traz.

E finaliza:

Na próxima, quem sabe, explodem o Planalto.

Teria sido uma ameaça, um aviso ou só a expressão da vontade de uma provável psicopata?

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