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Brasil e outros 13 países não reconhecem “vitória” de Maduro na Venezuela

Brasil e mais 13 países integrantes do chamado Grupo de Lima emitiram nesta segunda-feira, 21, uma declaração em que afirmam não reconhecer o resultado das eleições na Venezuela – nas quais o líder Nicolás Maduro foi declarado vencedor – “por não estar em conformidade com os padrões internacionais de um processo democrático, livre, justo e transparente”. Eles também anunciam um conjunto de medidas que aumentarão o isolamento financeiro e diplomático do governo venezuelano.

Os países signatários – Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia – anunciaram cinco medidas na área financeira que deverão bloquear o comércio e investigar suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. Eles também disseram que chamarão seus embaixadores para consulta e reforçarão sua ação na Organização dos Estados Americanos (OEA) para suspender a Venezuela por descumprimento da cláusula democrática.

No campo econômico, os governos prometem emitir avisos a seus respectivos sistemas bancários, informando-os sobre o risco que correm ao realizar operações com a Venezuela que não tenham endosso da Assembleia Nacional, incluindo pagamentos e créditos recíprocos e operações de comércio exterior, além de bens militares e de segurança. O Grupo também reforçará as articulações para que organismos internacionais e regionais não concedam mais empréstimos ao país caribenho, exceto se for para dar suporte a ações humanitárias.

Os países intensificarão a troca de informações de suas áreas de inteligência “sobre as atividades de indivíduos e empresas venezuelanos que possam estar vinculados a atos de corrupção, lavagem de dinheiro ou outras condutas ilícitas passíveis de procedimentos judiciais para sancionar tais atividades criminosas, como congelamento de ativos e aplicação de restrições financeiras.”

A informação é da Folha de São Paulo.

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