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Cabral sobre o uso de algemas: “não se trata um ser humano assim”

Em depoimento prestado no dia 19 de abril ao juiz Ali Mazloum, lotado no gabinete do ministro Gilmar Mendes, Sérgio Cabral criticou o MP-RJ e a PF de Curitiba.

Cabral acusou os promotores de terem fraudado a inspeção na cadeia de Benfica e chamou de ‘desumana’ a decisão da PF de algemá-lo pelas mãos e pés.

“Eu reclamei (quando algemado). Falei: ‘Isso não é assim. Não se trata um ser humano assim, muito menos alguém que não oferece perigo, alguém que está aqui pacificamente.’ E eu fui na caçamba, não fui no banco da frente não!”

Como ex-governador de um dos estados mais violentos do país, Cabral tem a obrigação de saber qual é o procedimento padrão da polícia. Bandidos comuns são tratados assim ou até pior todos os dias.

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