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Carlos Newton: “procuradoria investiga irmãos Marinho por usarem empresas de fachada na Globo”

Sem dúvida, o Brasil mudou e como todos são iguais perante a lei, até os controladores da poderosa Rede Globo de Televisão – Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto Marinho – poderão responder a inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal, caso a Procuradoria-Geral da República encontre indícios de prática de falsidade ideológica e de subtração de informação e documentos em pedidos de transferência de controle acionário de suas emissoras de televisão, feitos ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e depois ao presidente Michel Temer.

Nesse sentido, segundo o site da Suprema Corte, a Seção de Processos Criminais Originários, atendendo a despacho do ministro Marco Aurélio Mello, encaminhou em março à Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, uma denúncia protocolada e acompanhada de farta documentação e na qual se pede a anulação dos decretos presidenciais que aprovaram a transferência do controle da antiga TV Globo Ltda. para a Globopar – Globo Comunicação e Participações S/A, abrangendo os canais do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Brasília.

Nesse processo foram juntadas informações de diversos blogs e documentos oficiais, afiançando que os três herdeiros de Roberto Marinho teriam usado uma empresa sem atividade específica, com capital de apenas R$ 1.000,00, criada no ano 2000, em São Paulo, de nome 296 Participações S/A e que, a partir de 2005, com o nome de Cardeiros Participações S/A, passou a ostentar um capital de cerca de R$ 7 bilhões.

Caso comprovada essa simulação de negócio, com a interveniência de empresa de fachada, os citados empresários poderão responder pela omissão (em documento público ou particular) de declaração que dele devia constar ou inserção de declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita (pena de 5 anos). Em caso de supressão de documento em benefício próprio, a pena será de 6 anos.

TEMER APROVOU – A investigação está sendo feita pela Procuradoria porque o presidente Temer, que assinou o decreto de 24 de junho de 2016, em favor da família Marinho, teria deixado de praticar ato de ofício ao não indeferir o pedido. Assim, o decreto aprovado teria apresentado vício de forma e conteúdo e teria falhado por não ter atentado para a ilegal utilização de empresas só existentes no papel como controladoras de relevante serviço público.

Não tivemos acesso ao conteúdo da investigação que segue sob sigilo. Ao que tudo indica, foram usadas pela Procuradoria denúncias publicadas aqui na Tribuna da Internet e em outros blogs independentes, porque a chamada grande mídia tem um comportamento mafioso e não costuma publicar matérias que apontem irregularidades nas maiores empresas de comunicação do país. Ou seja, a imprensa tem o direito de criticar, porém não aceita críticas.

O texto é de Carlos Newton, da Tribuna da Internet.

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