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CNJ adia julgamento de Moro e líder do PT se irrita

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) adiou, nesta terça-feira (24), a análise do processo interno que apura eventual cometimento de crimes contra a Constituição por parte do juiz Sérgio Moro. O caso em questão remete aos últimos instantes do governo Dilma Rousseff, quando o impeachment avançava e a petista, em estratégia política, indicou o ex-presidente Lula para a Casa Civil. Às vésperas da posse, Moro tornou públicos, em 16 de março de 2016, áudios do diálogo ao telefone em que Lula e Dilma conversam sobre o documento de nomeação.

Diante disso, Paulo Pimenta deu chilique. Ao Congresso Em Foco, ele choramingou e acusou Cármen Lúcia de “corporativismo”, entre outras coisas.

“Na verdade, o CNJ protege de maneira descarada o Sérgio Moro pela seguinte situação: se o CNJ entender que Moro não podia ter feito o que fez – interceptar a presidenta Dilma e, mais do que isso, divulgar na imprensa o conteúdo de gravações que não diziam respeito ao que estava sendo investigado –, vai entender que ele cometeu um crime. Se, por outro lado, o CNJ entender que isso não é crime, ele dirá que qualquer juiz de primeira instância, em todo o Brasil, pode fazer interceptação telefônica de pessoas com foro privilegiado e divulgar para a imprensa conteúdo obtido em gravações que não dizem respeito ao que está sendo investigado.”

Além do fato patético de ainda se referir a Dilma como “presidenta”, temos também a repetição da mentira desde aqueles tempos. Moro não interceptou Dilma, o interceptado era Lula, que não tinha e ainda não tem foro privilegiado. Ele foi quem ligou para a então presidente Dilma e ela o atendeu prontamente. A conversa nada republicana, na qual os petistas abertamente tramaram contra o país em um acordo imundo para dar foro privilegiado a Lula, é que deveria ser objeto central de uma investigação.

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