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Em entrevista, aluno conta que confusão com professora aconteceu após ela xingar sua mãe

Nesta semana o caso do aluno de 15 anos que agrediu a professora Márcia Friggi ganhou grande repercussão na internet. O jovem concedeu uma entrevista ao Zero Hora e contou sua versão dos fatos. Confira a transcrição:

Como tudo aconteceu naquele dia, na escola?
Naquele dia eu pedi para ir ao banheiro e ela (professora) já deixou meio que resmungando. Nisso eu peguei, levantei e fui. Quando eu voltei, ela continuou resmungando, só que apontando o dedo para mim, nisso eu já fiquei meio nervoso. Eu peguei e sentei, logo em seguida eu coloquei o livro em cima das minhas pernas. Nisso, ela já veio e me mandou colocar o livro em cima da carteira, falou que eu não cumpri com as obrigações e continuou me apontando o dedo. Daí eu peguei e falei: “Como não, professora? Olha aqui o meu caderno, como eu tô fazendo aqui, tudo certo”. Nisso, ela continuou a resmungar, só que daí apontando o dedo para mim. Eu peguei e fui lá na sala da diretoria, só que na hora que eu saí, eu peguei e taquei o livro no chão. Não sei se pegou na cara dela ou não. Mas nisso eu já peguei e sentei na sala da diretoria e ela veio junto. E nisso daí já começou o bafafá. Ela pegou e começou a falar que eu não tava cumprindo com as obrigações e tava mexendo no celular, e celular eu já não tenho. E, nisso, logo em seguida que ela falou do celular, já veio me chamando de filho da p… E daí foi quando passou tudo como num filme, meu e da minha mãe, e a diretora já tava atrás de mim, me segurando. E foi isso que aconteceu.

E hoje, depois de tudo o que aconteceu, como é que você vê essa situação em relação a ela e a tudo que você está passando?
Eu vejo que está muito complicado, estou recebendo muitas ameaças por causa disso e a única coisa que eu tenho a dizer é que eu estou bastante arrependido. Se a professora um dia quiser me perdoar¿ Eu só queria dizer isso.

Você disse que está sofrendo ameaças, você está conseguindo seguir a sua vida normalmente ou está com medo?
Sim, o que eu sinto mais medo não é eles fazerem mal para mim, mas sim para minha família, porque eu tô recebendo bastante ameaças. Isso que, como você falou, eu só tô saindo de casa para a igreja e da igreja para casa.

Se você pudesse falar alguma coisa para a professora, se ela estivesse lendo essa reportagem, o que você falaria para ela?
Que ela me perdoe e que isso não deveria ter acontecido. Que, naquele dia, eu já tava meio nervoso também.

Há relatos de que essa não foi a primeira vez que você agiu de forma agressiva. Houve outros casos? Pode explicar o que aconteceu?
Isso eu não sei explicar.

Mas foram casos pontuais? Você é uma pessoa calma ou você é uma pessoa agressiva? Ou foi um momento só que você explodiu?
Foi o momento que explodi, só.

O que você espera para o futuro? Você pretende voltar para escola?
Bom, eu queria ter terminado o meu curso, mas acho que agora não vai dar, com o tanto de ameaça que eu estou recebendo fica difícil ir para a escola.

Mas você tem esperança de um dia voltar e seguir o seu sonho?
Tenho, e como. Tenho ainda o sonho de fazer a faculdade, terminar meus estudos.

E você tem algum trauma de violência na família? Carrega isso com você?
Tenho, do meu pai.

Ele batia em você?
Ele batia em mim, na minha mãe e nos meus irmãos.

Teve uma vez até que você foi parar no hospital por conta de uma agressão?
Sim. Nesse dia ele chegou e já tava separado da minha mãe. Ele não tinha aceitado a separação. E, nisso, ele chegou na casa da minha mãe e pulou o muro e já começou a bater nela. Nisso, eu entrei no meio e ele já me pegou pela cabeça e me tacou na parede. E foi quando eu desmaiei e já fiquei vários dias internado no hospital. Várias vezes a gente teve que sair de casa por causa do meu pai. Se não era de noite, era umas três horas da manhã, era umas quatro ou cinco.

Você sofreu muito com o seu pai justamente por causa da violência. Você tem medo de carregar isso? Dessa violência vir de dentro de você? Ou você quer ser uma pessoa diferente do que o seu pai foi?
Eu quero ser uma pessoa bem diferente do que ele. Eu quero mostrar para as pessoas que eu não sou um monstro. Primeiramente, eu quero me mudar e continuar.

Quer mudar de vida?
Quero.

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12 comentários

  1. Concordo com ricardo kenji.

  2. E pensar que tudo isso poderia ter sido evitado se tivéssemos um ensino de qualidade,com professores bem preparados e qualificados de verdade e com uma disciplina férrea como era nos meus tempos de estudante! Mas hoje pode tudo certo? Esse lamentável episódio não é o único que já aconteceu e ainda vão acontecer mais ainda.Quanto ao tal “menino” é menino coisa nenhuma pois na idade dele eu já era tratado como adulto e não como um coitadinho.Enquanto estivermos passando a mão na cabeça desses moleques e dessas meninas irresponsáveis e idiotas é isso que irá acontecer.E os senhores pais que tratem de educar seus filhos de verdade e não achar que os professores tem essa obrigação.Escola não tem a obrigação de educar ninguém! Isso vem de berço,de casa.escola existe para passar conhecimento,cultura,apenas isso e para quem quiser também! Quanto a essa professora ser de esquerda e ter uma página onde insulta os que não são,mostra aquilo que pensei dos dois logo que me informei sobre eles: AMBOS SE MERECEM E QUEM ACHAR RUIM,ACHOU! PONTO FINAL!

  3. CASSIO LUIZ RIBOLI

    vc me representa

  4. Que ela é uma esquerdista nojenta ninguém dúvida, mas daí a defender a atitude desse marginalzinho, já é demais.

  5. Anderson Barboza

    Pior que a entrevista só mesmo o seu comentário Ricardo, que lastima! Sem mais.

  6. ROSANGELA VIEIRA TARQUINI RESTIVO

    Não há como julgar, e não posso.
    Há professores bons e outros com problemas.
    Agressão nunca é o melhor.
    Mas devemos cuidar dos menores, pois se o q foi dito do mesmo é verdade. A história de uma criança agredida, causa traumas, porém todos podemos nos tratar. Isso independe da idade.
    N podemos mudar o q passou, porém podemos fazer um novo amanhã. AGORA.

  7. 1) Não acredito na história desse moleque agressor.
    A professora atacada pode ser esquerdista, possuir comportamento não civilizado no mundo virtual e incitar a violência nos posts que escreve, mas duvido que ela chamasse o garoto de “son of a beach” (em inglês fica menos agressivo). E a quantidade de vezes que o moleque repete o verbo “resmungar” é típico daqueles que não obedecem a figura da autoridade (pais, pessoas mais velhas, professores e diretores de escolas).
    Além disso, o tamanho das respostas que ele dá às perguntas é o mesmo daqueles mimados chorões, que não aceitam ser criticados ou castigados.
    2) Ele é um “de menor” dissimulado, comprovadamente reincidente, violento, astuto e matreiro, certamente orientado pelo advogado dos “direitos dos manos”, que espertamente soube dos ataques virtuais que a professora está sofrendo por conta das bobagens que escreveu, e está usando a estratégia da difamação da vítima.
    Mas há uma diferença entre bancar o valentão nas redes sociais e agredir fisicamente e de forma covarde uma pessoa indefesa.
    3) Agora, a dilema para os esquerdistas extremistas: quem apoiar?
    A mulher “feminivítima” brutalmente atacada por um mini-machista troncudão com punhos de aço, ou o “de menor” carente de amor e carinho e vítima da sociedade branca, patriarcal, machista, misógina, homofóbica, elitista e golpista?
    OBS: Que entrevista-piada! Só faltou ele dizer que é gay ou pretende mudar de sexo, para receber um beijinho na testa da pessoa que o “entrevistou”.

    • ricardo kenji, sou psicóloga e só posso dizer que vc é um idiota. Deveria ser processado e pagar indenização ao aluno. Se não fosse ele muito pobre vc estaria em maus lençóis.

    • Anderson Barboza

      Pior que que entrevista só mesmo o seu comentário ! Sem mais.

    • Não vou entrar no mérito sobre a professora ter sido vítima do própria política que apoia. O que este “jovem” fez é indesculpável. O entrevistador fica, a todo momento, fazendo perguntas direcionadas ao agressor se justificar como agressor que foi vítima de agressores. NADA justifica o que ele fez. Pior é que não foi o primeiro episódio e não será o último. Em momento algum ele ficou preocupado com problemas legais decorrentes de seu comportamento (afinal sabe que não responderá por ser inimputável). Só se preocupa com o fato que a própria sociedade pode tentar puni-lo.

    • Excelente conclusão. Os dois lados pra mim estão erradoa de uma certa forma.

    • Alexandre Souza

      Bitch. Beach é praia.

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