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Fernando Holiday vai processar Ciro Gomes por injúria racial

Pré-candidato do PDT à Presidência da República, o ex-ministro Ciro Gomes chamou de “capitãozinho do mato” o vereador de São Paulo Fernando Holiday (DEM), que é negro, em entrevista concedida à rádio Jovem Pan nesta segunda-feira (18). Ciro deu a declaração ao comentar a hipótese de aliança com o DEM – que apoiou o impeachment da presidente Dilma Rouseff (PT), considerado como golpe por Ciro –, com quem disse ter profundas divergências. Holiday diz que vai responder ao que considerou “injúria racial” na Justiça.

“Não há a menor chance de a gente superar essas contradições sem violentar determinados princípios. E princípios eu não violento”, disse Ciro, explicando o porquê do apelido. “Esse Fernando Holiday é um capitãozinho do mato. Porque a pior coisa que tem é um negro usado, pelo preconceito, para estigmatizar.”

Por meio de nota publica em seu site, Holiday promete processar o presidenciável. “Em agenda pelo estado do Amapá fui informado de que fui alvo de ofensas raciais pelo Ciro Gomes, ele me chamou de ‘capitãozinho do mato’. A gravidade do ato foge da esfera política. Não é divergência ideológica, mas injúria racial pura e simples. Nossa conversa será na Justiça”, escreveu o vereador.

O assunto ganhou as redes nesta segunda-feira (18) de Copa do Mundo da Rússia. Um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), Holiday fez comentários e postou memes em suas redes sociais, principalmente o Twitter, movimentando a discussão entre seus seguidores. Em um dos registros, com mais de 1,5 mil curtidas, o vereador fez o seguinte comentário.

“Os que discordam de que chamar alguém de capitão do mato seja injúria racial não entendem o que é ser sempre avaliado pela cor de sua pele e não por suas ideias. A única coisa que se exige é dignidade, que é direito e não privilégio”, escreveu Holiday para completar no post seguinte.

“Nós negros temos o direito de sermos avaliados na condição de cidadãos, e não como indivíduos de segunda classe que devem ser adjetivados com poréns. Isso já é garantido por lei e pelos valores democráticos herdados do liberalismo. O que resta é fazer com que a lei seja cumprida”, acrescentou.

A informação é do Congresso em Foco.

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