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Governo quer o fim das golden shares, empresas "privatizadas" com ingerência estatal

Informa o Valor:

Perto de iniciar o processo de privatização da Eletrobras, o governo federal quer aproveitar a oportunidade para se desfazer também de suas “golden shares” – ações de classe especial que são retidas pela União e que lhe garantem, entre outras coisas, poder de veto para algumas decisões importantes nas empresas vendidas à iniciativa privada. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma consulta para saber como se livrar das “golden shares” que o governo mantém no momento em empresas como Vale, Embraer e Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Meirelles também quer que a venda da Eletrobras, prevista para o primeiro semestre de 2018, ocorra sem as ações de classe especial, ao contrário do que vinha sendo dito. O ministro entende que a “golden share” é mal vista pelo mercado e que tem um efeito negativo sobre o valor dos ativos. Por isso, quer saber do TCU qual o melhor caminho para o governo se desfazer das ações sem que haja prejuízo aos interesses da União. O pedido foi recebido com cautela no TCU, sobretudo por conta das cifras supostamente envolvidas. O entendimento, preliminar, é de que as participações especiais do governo valeriam bilhões de reais e que não poderiam simplesmente sumir. 

As golden shores servem, na prática, para que o governo continue ingerindo dentro de empresas que em teoria são privadas. Como bem explica a matéria, isso diminui o valor dos ativos, especialmente quando vivemos em um país no qual a política é tão mal vista.

Se o governo conseguir eliminar isso da equação terá feito um bem à economia nacional.

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2 comentários

  1. Pois é… Enquanto isso, nos EUA, nenhuma das grandes petroleiras – Exxonmobil, Chevron, etc., tem participação alguma do Estado… Mas talvez eles sejam uns estúpidos e nós é que saibamos das coisas.

  2. Se “livrar das Golden Share” é irônico, para não dizer trágico.
    Sempre gosto de afirmar que não tenho preferência por partido político algum e tampouco acredito em políticos.
    Vejo entristecido essa “Terra de Ninguém” (“Brazil”, com “z” mesmo), dominada por bandidos e habitada por jumentos, despencando num abismo.
    Jamais, na História, vi o comando dos serviços estratégicos de um país ser entregue a terceiros da forma vergonhosa e criminosa como a que está ocorrendo no “BraZil”.

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