Home / Notícia / Historiador apela ao bizarro e sugere leis para dificultar saída de jovens craques do país

Historiador apela ao bizarro e sugere leis para dificultar saída de jovens craques do país

Enquanto muitos discutem se a torcida “está ou não ligada na seleção” – que estreou domingo na Copa da Rússia com um modesto empate com a Suíça – o historiador Flávio de Campos, da USP, alerta para um desafio sério a se enfrentar no futebol: a transferência indiscriminada de jovens craques para clubes de Primeiro Mundo, onde o esporte se tornou um negócio multibilionário e pode comprar tudo. Esse fenômeno, diz ele, vem alterando a percepção do torcedor. A sensação, para muitos, é que “a seleção é nossa, mas é uma coisa desenraizada, distante”. Quem entra em campo “é um time de 11 craques que jogam e vivem lá no outro lado do mundo”.

Como mudar isso? Campos propõe uma iniciativa radical e imbecil: uma intervenção no mercado futebolístico. “O futebol é um patrimônio esportivo e cultural do povo e temos de protegê-lo.” Mudar de que forma? Sua proposta é “uma taxação pesada para a transferência de atletas jovens, a partir dos 16, 17 anos. Um valor que iria diminuindo aos poucos, até zerar ali pelos 23, 24 anos”. Coordenador do Ludens – um centro de estudos e debates sobre futebol da universidade –, o professor diz: “Hoje, o Pelé teria ido embora do Brasil com 17 anos. O Santos não faria o que fez, não seria o que foi”, informa o Estadão.

É claro que um esquerdista iria propor taxação para resolver qualquer problema, pois para esta gente quanto mais dinheiro nas mãos de políticos, melhor. O problema real, aquele que é mesmo a causa da saída dos jogadores craques do país, nem mesmo foi mencionado. Será que o gênio nunca se perguntou porque na Espanha, na Alemanha ou mesmo na Inglaterra há tantos jogadores nacionais em seus principais clubes?

Real Madrid e Barcelona, por exemplo, são times compostos em grande parte por jogadores espanhóis e alguns estrangeiros em sua maioria de países vizinhos europeus. Na Inglaterra ocorre o mesmo. Muitos jogadores ingleses ficam por lá em vez de virem jogar no Brasil, por exemplo. A causa disso é relativamente simples: enquanto lá o futebol se tornou, sim, um esporte muito bem sucedido e também lucrativo, nós ainda vivemos décadas no passado com um atraso inexplicável.

Por aqui o futebol se mistura com a política muito mais do que por lá. Por aqui os clubes são repletos de problemas internos por causa das disputas políticas entre seus dirigentes. Por aqui é comum que os clubes se endividem e atrasem salários. Não há incentivos para um profissional do ramo querer ficar aqui. Quando ele tem a chance de sair, ele simplesmente sai.

E se em vez de taxar as transferências a gente mudasse as leis em relação a isso, permitindo que o esporte se torne tão lucrativo e eficiente aqui como é por lá? E se em vez de mantermos essa situação de desvantagem, que leva um jogador a sair de seu país natal rumo à Europa, nós construíssemos alternativas valiosas para que eles ficassem aqui e, de quebra, ainda conseguíssemos chamar atenção dos jogadores estrangeiros, de modo que alguns deles também viessem para cá?

É verdade que o Brasil já foi mesmo o país do futebol, mas esquerdistas querem acabar até com isso. Destruir só a economia e as relações sociais é pouco para alimentar tamanha sede de sangue. Se a grande ideia do professor e historiador for levada a sério, teremos não só o pior futebol do mundo em alguns anos como também ficaremos isolados do restante do mundo.

Sobre RedatorJornalivre

Leia também

Eliana Calmon diz que Justiça do Trabalho foi aparelhada pelo PT

Eliana Calmon conhece o Judiciário como poucos, e, dentre estes, é a única a se …

Um comentário

  1. O gênio da USP está preocupado com a ida de jogadores de futebol ao exterior. Pois deveria preocupar-se com a quantidade de pessoas altamente qualificadas, desesperadas e sem esperança que abandonam o Brasil para tentar a sorte nos outros países.
    Brasileiros com nível universitário aceitam trabalhar como motorista de táxi ou babá nos Estados Unidos ou como operário sem garantias trabalhistas no Japão, porque políticos petistas e esquerdistas destruíram os sonhos de muitos.
    E a nova era de destruição terá início em 2019, com mais um estatista insano (homem ou mulher) na Presidência da República.
    Se o cara da USP acha que o futebol é um “patrimônio”, então que ele peça para os deputados criarem a Futebras.
    Não faltarão cartolas, dirigentes perrelistas e jogadores decadentes atrás de mais uma boquinha estatal.
    Tudo pelo social, quero dizer, tudo pelo futebol, ou seja, tudo para eles.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *