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Juíza Carolina Lebbos enterra estratégia do PT

Como todo integrante da massa carcerária entregue aos cuidados do Estado brasileiro, o ex-presidente Lula obedece a uma série de regras enquanto cumpre sua pena de 12 anos e um mês na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Ele não pode escolher o horário das refeições, não determina quando ocorrerá seu banho de sol nem o dia em que poderá receber visitas. As regras de uma carceragem valem para todos os internos.

Da mesma forma que não desfruta de privilégios, o ex-presidente Lula, ainda que se apresente como pré-candidato do PT à Presidência da República, não pode transformar sua cela em um estúdio onde possa gravar vídeos, dar entrevistas e realizar atos de pré-campanha. Foi o que decidiu nesta quarta-feira a juíza Carolina Moura Lebbos, titular da 12ª Vara Federal de Execuções Penais (VEP) de Curitiba, que ainda lembrou ao petista o seu “status de inelegível”.

Por mais que a palavra final sobre a condição de Lula seja do Tribunal Superior Eleitoral, que deverá se pronunciar sobre a situação do petista perante a Lei da Ficha Limpa – que torna inelegíveis candidatos condenados por órgão colegiado –, a decisão da juíza é um duro golpe na narrativa construída pelo petismo nesses 96 dias de prisão de Lula.

Ao proibir as ações eleitorais do petista, a juíza reforçou a mensagem de que Lula não é mais um político em atividade e muito menos um pré-candidato. Por uma questão elementar. Ele está preso, condenado por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e não dispõe das mesmas prerrogativas dos brasileiros que não têm contas a acertar com a Justiça.

A informação é do jornal O Globo.

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