Home / Notícia / Maior página de humor político do Brasil é derrubada no Facebook por ser de direita

Maior página de humor político do Brasil é derrubada no Facebook por ser de direita

Em pleno ano eleitoral, a maior página de humor político do Facebook foi derrubada esta semana. A Corrupção Brasileira Memes, também conhecida pela sigla CBM, responsável por diversas postagens de humor político nas redes sociais, foi derrubada no que pareceu mais um caso de perseguição política contra grupos e movimentos de direita.

Com mais de um milhão de seguidores, tanto as páginas quanto os grupos relacionados à CBM saíram do ar sem qualquer explicação. Além da CBM, houve também a derrubada dos perfis de diversos administradores e moderadores e de pelo menos mais duas páginas, sendo uma delas a do MBL do Rio de Janeiro e outra chamada “Moço, você é socialista”, também de humor político.

O caso parece estar funcionando a partir de denúncias em massa feitas por integrantes de páginas e movimentos comunistas, que se sentem ameaçados pelo crescimento de seus rivais. Em um perfil no Facebook é possível encontrar a seguinte postagem:

O Facebook tem sido parceiro nos últimos anos de um projeto internacional de censura política. Recentemente, nos EUA, Mark Zuckerberg esteve em uma saia justa no Congresso e falhou em dar explicações para o funcionamento da empresa. Além disso, no Brasil, desde 2015 tem sido comum a derrubada em massa de páginas de direita, assim como o bloqueio de perfis conhecidos por propagar material conservador ou liberal nas redes.

Em março deste ano o Facebook Brasil censurou, sem qualquer justificativa aparente, o perfil de Roger Scar, dono deste site. O perfil era real, usava foto e dados reais, e não publicou qualquer conteúdo que violasse as regras da comunidade. Scar afirmou, em post feito no início de abril, que não só teve sua conta deletada como também tentou criar conta nova por três vezes, usando sua real identidade, e foi bloqueado poucas horas depois sem nem ao menos ter feito qualquer postagem.

Outro caso recente foi o bloqueio das contas de Luciano Ayan, dono do site Ceticismo Político, ocorrido também em março naquele caso envolvendo a vereadora assassinada no Rio, Marielle Franco. Ayan teve sua página e seu perfil bloqueado por ter sido falsamente acusado de publicar notícias falsas sobre a vereadora, mas a rede social não aplicou qualquer sanção à Folha de São Paulo, que foi o primeiro veículo a divulgar a mesma notícia.

Estamos vivendo tempos sombrios. É a nova onda de censura tomando corpo.

Sobre RedatorJornalivre

Leia também

Freixo usa a narrativa de que “nem todo impeachment é golpe”

Em campanha para aprovar o impeachment do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *