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Projeto que proíbe Bitcoin no Brasil foi escrito por ex-analista do Banco Central

O parecer do projeto substitutivo ao Projeto de Lei n° 2303/2015 – que visa tornar crime a “emissão, comercialização, intermediação e mesmo a aceitação como meio de pagamento” do Bitcoin e demais criptomoedas no Brasil – foi escrito por Luiz Humberto Cavalcante Veiga, ex-funcionário de um banco privado (Banorte S/A) e do Banco Central do Brasil. É o que mostram as propriedades do arquivo original do parecer no site da Câmara dos Deputados.

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De acordo com o site da Câmara dos Deputados e o Linkedin de Luiz Humberto, ele atuou como gerente de marketing e produtos do extinto Banco Banorte por sete anos, como analista do Banco Central do Brasil (no departamento responsável por regulação do sistema financeiro) por cinco anos e desde 2003 atua como consultor da Câmara.

Luiz Humberto também possui um canal no Youtube onde fala sobre a relação de clientes com bancos e é sócio de uma empresa de consultoria em direito bancário.

Se o parecer escrito por Luiz Humberto e apresentado pelo deputado Expedito Netto (PSD/RO) como substitutivo ao projeto original for aprovado no Congresso, o uso e comercialização de todas as criptomoedas serão proibidos no Brasil – com pena de prisão de um a seis meses – por “não serem emitidas pelo Banco Central do Brasil”, detentor do “monopólio da emissão de moeda” no país.

A informação é do Instituto Liberal de São Paulo.

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2 comentários

  1. Querem revogar os efeitos da da gravidade também? Idiotas.

  2. Neoclécio Balla

    É claro que é uma manobra pra eliminar a concorrência e manter o monopólio do dinheiro estatal. Esse sujeito possivelmente é só um subalterno servindo ordens de alguém no poder. Vai ser bode expiatório do povo independente enquanto o autor real dessa manobra continua oculto.

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