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Justiça Poética: A mãe que matou o bandido na véspera do Dia das Mães

por Roger Scar

Era sábado, véspera do Dia das Mães, quando cabo Kátia da Silva Sastre, da Polícia Militar de São Paulo, foi buscar sua filha na porta da escola na cidade de Suzano. Estavam ela e as mães de outras crianças, bem como suas filhas, quando um criminoso se aproximou sorrateiramente e sacou uma arma com a maior tranquilidade, crente que todas aquelas mulheres e crianças seriam alvos fáceis. Ele pretendia levar celulares, algum dinheiro, talvez até o carro de alguma delas e, é claro, assim que apontou a arma assumiu o risco de assassinar alguém.

Casos assim ocorrem todos os dias no país. Vítimas desprotegidas, desarmadas, sem qualquer possibilidade de reação, viram alvos preferenciais nas mãos dos criminosos. Muitas destas vítimas acabam nas páginas de obituários e logo são esquecidas pelo país que tem uma taxa vergonhosa de homicídios. Mas não desta vez!

A imprensa chamou o meliante de “suspeito”, de “rapaz”, disse em manchetes que “o rapaz morreu”… Rapaz? Suspeito? Não. O vídeo é claro, é cristalino. Ele mostra o que poderia ter resultado em um dia traumatizante para inúmeras pessoas virar um fio de esperança num país em que a esperança tem sido realmente a última a morrer.

Kátia não é negra, nem lésbica, também não faz parte de nenhum “movimento social” e não está filiada a nenhum partido político queridinho pela imprensa. Ela é mãe, é uma mulher comum que busca sua filha na escola como tantas outras. Trata-se de alguém que seria alvo preferencial de facínoras, exceto por um detalhe: ela é bem treinada e corajosa para agir se for preciso.

Dentre os três tiros dados, Kátia não errou um sequer. Sacou a arma tão rapidamente que não houve tempo para o bandido perceber antes de cair no chão feito um pedaço de estrume. Tudo isso na véspera do Dia das Mães, uma das datas comemorativas mais poderosas de nossa cultura. Ao ver uma ameaça à sua vida e à vida de sua filha, a policial de folga não hesitou minimamente e salvou a vida de todas. É uma heroína, sim, e não importa que a Rede Globo não concorde. Todos viram, todos sabem como foi. O vídeo foi um dos assuntos mais comentados no país e até mesmo na Rússia houve matérias falando no assunto.

Particularmente, desejo que Kátia nunca mais precise fazer algo do tipo. Desejo que ela e sua filha possam viver em paz. Mas também espero que se precisar ela tenha forças para agir tão corretamente como agiu neste caso. Ela é uma heroína!

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