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Polícia identifica ao menos 59 suspeitos por confronto na Rocinha

Pelo menos 59 suspeitos de participar dos confrontos pelo domínio do tráfico na Favela da Rocinha, na zona sul carioca, foram identificados desde o dia 17, segundo balanço da Polícia Civil até segunda-feira. Destes, 29 já tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça e outros 30 estão com pedidos encaminhados. O chefe do tráfico na favela, Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, indicou na sexta-feira que poderia entregar-se à Polícia Federal, mas teria desistido após o cerco militar.

Rogério 157 é um dos que já têm mandado de prisão decretado. A captura dele é apontada como crucial para tentar devolver tranquilidade à Rocinha. Criminosos que já cumprem penas também tiveram mandados expedidos. Os mais conhecidos são Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, que está no presídio federal de Rondônia, e Celso Luiz Rodriguez, o Celsinho da Vila Vintém, que está detido na Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino, conhecida como Bangu 1, no Rio.

Nem e Celsinho são chefes da facção Amigo dos Amigos (ADA), que controla a Rocinha. Eles são apontados como dois dos responsáveis pela ordem de invasão à favela para destituir Rogério 157 do comando do tráfico no morro.

Rota de fuga

Na segunda, policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram uma operação no Morro do Turano, na zona norte do Rio, em busca de criminosos que teriam fugido da Rocinha. Um suspeito foi preso e uma pistola, apreendida.

Vinte homens armados de fuzis e com os rostos cobertos por panos saíram da mata no Horto, na zona sul do Rio, na madrugada do último sábado, 23. Eles foram denunciados pelo latido de cães e pelo barulho que faziam; pareciam cansados de uma longa caminhada. Eram integrantes do bando de Rogério 157 e fugiam do cerco que, perto de 12 horas antes, as Forças Armadas e a Polícia Militar haviam iniciado na Rocinha. Fora da mata, o percurso varia de 10 a 15 quilômetros. Em meio às árvores e passando por morros, porém, é difícil estabelecer a distância.

Segundo testemunhas, eram 4h20 quando os homens desceram ao local, uma pequena comunidade de casas pobres perto do fim da Rua Pacheco Leão. A mata próxima dá acesso às favelas da Rocinha, Parque da Cidade e Vidigal. Descansaram por poucos minutos no largo que fica na frente das casas, repousaram no chão as armas que carregavam e pediram água e cigarro aos moradores. Um dos criminosos pegou a bicicleta que estava em uma das casas e desceu até a Rua Jardim Botânico. Na via, abordou um taxista e mandou que subisse ao Horto. Quando o veículo chegou ao topo, alguns dos criminosos embarcaram; os demais voltaram para a mata. E o táxi, possivelmente, foi para a Rocinha.

Segundo relatos, policiais militares chegaram ao Horto duas horas após a passagem do bando e entraram na mata em busca do grupo. Fizeram alguns disparos, mas não acharam ninguém. O incidente, porém, confirmou suspeitas de que o bairro, procurado nos fins de semana, sobretudo no verão, para passeios e banhos de cachoeira, foi rota de fuga de traficantes da Rocinha. Eles teriam como destino, possivelmente, favelas na região da Tijuca, na zona norte.

A Polícia Civil suspeita que Rogério 157 seria um dos criminosos que entraram no táxi sequestrado. A maioria dos integrantes do grupo estaria ali apenas para escoltá-lo. Os homens no táxi atacaram, de dentro do veículo, uma patrulha perto do acesso ao Túnel Zuzu Angel. Houve tiroteio, mas ninguém ficou ferido. Em seguida, o carro se deparou com outro bloqueio perto da favela, mas criminosos conseguiram fugir para dentro da Rocinha.

A informação é da Veja.

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